quarta-feira, 18 de julho de 2012

Mais um?

Sempre achei que armas têm alma! E não me refiro à parte oca do interior do cano de uma arma de fogo, mas sim ao conceito de imaterialidade espiritual que transcende o objeto e a sua aplicação.

São instrumentos que impressionam, mesmo em repouso, quer pelo poder potencial que encerram quer pela corporização de uma eficiência e objetividade raramente encontrada noutras ferramentas.

O primeiro utensílio produzido pelo Homem foi uma arma; o biface (ou "machado de mão"), e desde esses tempos imemoriais a Humanidade têm sido diligente e aplicada na perpétua procura de formas mais eficientes de matar ou incapacitar os seus semelhantes!

São, provavelmente, o tipo de utensílios que melhor define a essência humana e a sua dicotómica natureza de genialidade e monstruosidade.

Eu gosto de armas…e acho que faltava um espaço, em português de POrtugal, onde se escreva sobre o assunto. Fascina-me especialmente o período de 1939/45, onde, por instância do maior conflito da História Mundial, a ciência das armas progrediu exponencialmente atingindo patamares evolutivos tão elevados que, ainda hoje, os modelos atualmente em uso empregam os mesmos princípios básicos. A aparente “cristalização” das armas de fogo ligeiras, ou mais concretamente do seus “princípios de funcionamento”, nos últimos 50 anos é o mais pungente elogio à capacidade inventiva dos homens que criaram estas “máquinas de morte”! Contudo, e mesmo sendo uma frase-feita, convém recordar que as armas, per si, não matam ninguém!