quarta-feira, 18 de julho de 2012

As melhores armas

O adjetivo “melhor” é de natureza ambígua e, só por si, capaz de criar intermináveis e improdutivas polémicas. Basta presenciar uma discussão sobre quem é o melhor jogador de futebol do Mundo, de qualquer era, para ilustrar a questão.
Porém, e desde que exista uma prévia definição de critérios, é possível estabelecer comparações e consequentemente efetuar uma disposição metódica dos itens. É a isso que me proponho; definir quais as melhores armas de determinados períodos históricos.
Contudo, e de forma a atenuar inevitáveis questiúnculas e discordâncias, a série de textos dedicados a este assunto adotará uma pelicular abordagem; elegerei três candidatos; primeiramente emergirá a “melhor” arma “strictu sensu” (aquela que, ignorando as contingências económicas ou industriais é a arma mais eficiente e avançada do seu tempo) …a escolha das forças de elite.
Uma outra escolha refletirá a “melhor” opção “mainstream” baseada em critérios como a relação eficiência/preço, a durabilidade, facilidade de utilização ou de produção.
Por fim a terceira escolha recairá sobre a arma que teria a preferência nos casos em que a contenda assuma características desesperadas, quer pela incremental escassez de recursos, natural com a dilatação dos conflitos; quer pelo aproximar desesperado de uma derrota absoluta. É a “ultimate last-ditch weapon”; aquele derradeiro trunfo que resta aos governos para equipar reservistas ou mesmo civis num último esforço. O baixo custo e velocidade produção são as qualidades mais prezadas, mesmo que o produto final seja falho em finesse e cru nos pormenores.