O
adjetivo “melhor” é de natureza ambígua e, só por si, capaz de criar
intermináveis e improdutivas polémicas. Basta presenciar uma discussão sobre
quem é o melhor jogador de futebol do Mundo, de qualquer era, para ilustrar a
questão.
Porém,
e desde que exista uma prévia definição de critérios, é possível estabelecer
comparações e consequentemente efetuar uma disposição metódica dos itens. É a
isso que me proponho; definir quais as melhores armas de determinados períodos
históricos.
Contudo,
e de forma a atenuar inevitáveis questiúnculas e discordâncias, a série de
textos dedicados a este assunto adotará uma pelicular abordagem; elegerei três
candidatos; primeiramente emergirá a “melhor” arma “strictu sensu” (aquela que,
ignorando as contingências económicas ou industriais é a arma mais eficiente e
avançada do seu tempo) …a escolha das forças de elite.
Uma outra
escolha refletirá a “melhor” opção “mainstream” baseada em critérios como a
relação eficiência/preço, a durabilidade, facilidade de utilização ou de
produção.
Por fim a
terceira escolha recairá sobre a arma que teria a preferência nos casos em que
a contenda assuma características desesperadas, quer pela incremental escassez de
recursos, natural com a dilatação dos conflitos; quer pelo aproximar desesperado
de uma derrota absoluta. É a “ultimate last-ditch weapon”; aquele derradeiro
trunfo que resta aos governos para equipar reservistas ou mesmo civis num
último esforço. O baixo custo e velocidade produção são as qualidades mais prezadas,
mesmo que o produto final seja falho em finesse e cru nos pormenores.